quarta-feira, 4 de junho de 2014



"Cabeça flutuante. Que não consegue clarear os horizontes. Que cutuca a saudade. E assim, mexe no vespeiro dos sentimentos inóspitos. Corpo esmorecido. Que brinca de esquecer, e na selva da vida, silencia os próprios sonhos. E quando desbrava a selva da mente, descobre lá, um riacho cristalino, cheio de amor para dar. Profundo ou não, é amor em sua essência.

Com receio da imersão achamos desculpas, e determinamos que, quem desiste nunca quis. Mas confesso, eu não desistiria do amor, nem se a água estivesse fria. Água aquela que reflete a saudade de um amor perdido, uma paixão mal aproveitada… E assim molha os pés de quem se arrepende de não ter mergulhado de corpo e alma. Então assim são os sentimentos, um emaranhado de águas e selvas, que só permite descortinar suas belezas para quem se adentra sem medo.


Um possível futuro perdido? Um recomeço necessário? Nunca vamos saber. A vida é isso, riachos de amor, mares de saudade e cachoeiras de arrependimentos. Então, que aprendamos a nadar"


Frederico Elboni

quarta-feira, 19 de março de 2014

Momentos eternos!



Lembro do primeiro final de semana que passamos juntos, quando te falei que eu não era de me apegar a ninguém. Você riu. Aposto que pensou assim “com esse tanto que você fica grudada em mim, quer enganar a quem?”

Acontece que é verdade. É a mais pura verdade. Já conheci muita gente antes de te conhecer, e essas pessoas passaram. Passaram mais rápido que o tempo que eu aguento uma dieta. Confesso que já me apaixonei sim. Mas o tombo foi tão grande, que muitas vezes bloqueei qualquer possibilidade de ir além. E nós? ah... nós somos uma cumplicidade tão gostosa, nos conhecemos há 1 ano e meio e sempre teremos essa sintonia tão boa.

Eu me desinteresso fácil pelas pessoas. Reparo em alguns “detalhes”, que fazem com que me apaixone. É necessário alguma beleza no conjunto para que me encante…Não é qualquer rostinho bonito que me ganha.

A forma que você me olhou a primeira vez, a segunda, a terceira, e todas as outras que se sucederam. Parece que você olhava para dentro de mim. O abraço mais aconchegante que já senti. O cheiro mais gostoso… O jeito que você procurou a minha mão e dormiu abraçado com ela… A sua carinha pela manhã quando acordava e via que eu estava do seu lado, abria aquele sorriso e me beijava…

Fiquei besta. É, acho que essa é a palavra, fiquei boba em estar na sua companhia. Há muito tempo eu não me sentia assim. Quer dizer, eu não sei se algum dia eu me senti totalmente assim. Voltei para casa com as bochechas doloridas de tanto sorrir pra você.

Bem, e qual o problema de ter vivido tanta coisa linda e gostosa?

O problema agora é que existe uma distância. Há uma distância que deixa uma saudade absurda. Você apareceu aos 45 do segundo tempo, e me fez sentir algo que é meio estranho pra mim. É sempre estranho pra mim lidar com sentimentos. Sou completamente inábil nesse aspecto. Porque estou acostumada a enjoar, a não querer mais, a perder o interesse. E com você é totalmente diferente.







É estranho porque ao mesmo tempo que parece nos conhecemos há um tempão, nós quase não nos conhecemos. E eu tenho uma curiosidade enorme em saber como é estar mais perto de você. Saber mais de você, da sua vida, da sua família. De quem você é e o que você pensa. E vontade de dormir abraçada com você novamente. Ouvir sua voz… De receber teus carinhos. Tenho vontade de conhecer novas cervejas e poder dividi-las contigo, para que possamos tirar nossas conclusões sobre elas como se entendêssemos alguma coisa. Quero testar novas receitas com você e aperfeiçoar nossa aptidão gastronômica em conjunto. Quero conhecer lugares com você. Aqueles que falei que sonho em conhecer… Viajar talvez? Por que não? Ir aos restaurantes das nossas comidas preferidas. Quero poder conversar, falar besteiras e fazer aquelas nossas piadinhas infames…

Eu apenas sinto saudade. Uma saudade linda. Não sei dizer se você sentiu metade disso tudo. Não sei se foi tão importante pra você como foi pra mim. Mas agradeço por você ter aparecido na minha vida e por ter feito essa bagunça toda aqui dentro. Me mostrou que ainda posso sentir coisas lindas e sinceras.


Porém, tenho certeza que sempre que você olhar o mar...vai lembrar de mim. Sempre que você for em uma casa sertaneja...vai lembrar de mim. Sempre quando ouvir a "nossa" música...você vai lembrar de mim. Sempre que alguém te acariciar e te olhar com olhos de paixão..você lembrará dos meus carinhos e sentirá um pouco de saudade...

Não temos promessas de nada. A distância e os destinos nos preveem rumos diferentes muito provavelmente. Mas como saber? A vida muda muito e não temos certeza de nada. A distância sempre esteve presente entre nós e isso nunca impediu que nos gostássemos tanto.

Mas se um dia eu puder pedir apenas uma coisa a você, eu pediria: Vem. Chega aqui. Deixa eu lembrar como é gostoso pode estar ao seu lado novamente… Me faz feliz de novo, nem que seja só por um dia…




M. A. <3



"Porque só nos ama, só vai ficar até o fim, aquele que, depois da nossa utilidade, descobrir o nosso significado. Por isso eu sempre peço a Deus para poder envelhecer ao lado das pessoas que me amem. Aquelas pessoas que possam me proporcionar a tranqüilidade de ser inútil, mas ao mesmo tempo, sem perder o valor."
 Pe Fábio de Melo

Não estou triste, meu bem. Aprendi a conviver com a saudade e a me distrair com as possibilidades. Não estou triste, eu queria que você soubesse. Queria que ouvisse o som dos meus sorrisos. Queria te ligar e te dizer que estou bem. Mas sabe? Acho que é melhor deixar assim. Talvez, em algum sonho teu, eu apareça como naquela foto feliz que você tirou de mim quando ainda havia os segredos. Não se preocupe - aqui ainda é verão e fica menos solitário durante a noite. Os caminhos cruzam vidas pra gente se encontrar em memórias. Tem sempre alguma coisa que, docemente, me faz lembrar você. E eu sempre sorrio e respiro aliviada: o que vivemos foi tão lindo que não há motivos para doer porque acabou. Sou um pedacinho de você. Sou um pedacinho do que ficou de nós. Só tenho que te agradecer por ter sido um amor tão do bem que me fez perceber que até partir pode ser bom.

(Larissa Bottas)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014




"Fiquei com medo porque naquele momento vi que já estava mais do que envolvida. Vi que a minha pose de menina forte não serviu para nada. Eu não queria gostar de você, não queria precisar de você. Mas quando dei conta já tinha me apaixonado, mesmo quando repetia mil vezes para mim mesma que não me apaixonaria naquele momento."




Identidade Poética

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Desistindo...

Cansei de promessas e de ficar com a expectativa me rondando os pensamentos e apertando o estômago. Não tenho lá muita paciência para esperar o que virá. Queria ter o roteiro da vida entre os dedos, mas ao mesmo tempo penso: que graça isso teria?


Acredito em destino. Não que as cartas já estão marcadas e que toda a sua história já está escrita. Mas creio que nada é por acaso, que coincidências não existem. Acho, sim, que existe o livre arbítrio, que a gente faz escolhas e, consequentemente, arca com cada consequência. Acho que é mais ou menos um labirinto: muitas opções e dúvidas. E a gente que decide pra qual lado vai, por onde volta, como recomeça.


Acho que diariamente a gente gasta energia no que não importa tanto assim. É fácil falar, difícil é ter a maturidade e calma de dizer isso não vale a pena. Algumas coisas estão fora do nosso alcance, não adianta bater o pé. Muitas vezes a gente depende dos outros - e temos que aprender a lidar com isso. Para mim é um sacrifício enorme, já que gosto de ter o controle de tudo e resolver as coisas sozinha. Mas a gente está aqui, dentre outras coisas, para aprender. Para consertar as coisas, para conseguir ir mais além, para vencer as pequenas batalhas e medos diários.


Tento todos os dias aprender uma coisa nova, por menor que seja. Aprendi com meu pai o quanto isso é importante. E por pior que esteja meu humor, procuro ouvir pelo menos uma música por dia, dar um sorriso para um desconhecido. Pode soar bobo, mas faz uma diferença enorme quando a gente deita a cabeça no travesseiro e espera o sono chegar.


Clarissa Corrêa 





Certas coisas me deixam triste. E louca. Como pode a gente gostar de uma pessoa, ver que ela está chateada e ficar de braços cruzados? Como pode você perceber que o outro está te tratando diferente e ficar indiferente? Como pode a gente só olhar para o próprio umbigo e para as necessidades pessoais? Como pode a gente só pedir apoio, calma, paciência e compreensão e não dar nada em troca? Como pode a gente não se dar por inteiro, mas esperar que a outra pessoa esteja inteira? Hoje em dia é muito fácil querer, exigir, fazer questão que o outro nos enxergue. Difícil mesmo é se colocar no lugar do outro, tentar se ver de longe e analisar onde está o nosso erro.


É muito fácil pedir, pedir, pedir. Difícil é se doar. Porque normalmente as pessoas têm a triste mania de jogar na cara. Fiz tal coisa por você. E eu por você. Daí vira aquela agressão gratuita, aquela lavagem de roupa suja, aquela coisa feia e antipática que não combina com sentimento. Mas então eu me pergunto: será que tudo combina com sentimento? Claro que não. A gente não consegue ser bom o tempo inteiro. A gente não consegue deixar de lado as mágoas e seguir em frente. Tem coisa que alfineta, cutuca, aperta. E é preciso gritar, tirar, sair desse círculo vicioso e ruim.


Não é fácil. Mas também não é tão complicado assim. Basta querer. Basta sair daquele pedestal. Basta realmente se importar com o que faz. A gente pensa que é muito bacana e que faz o melhor que pode. Que bobagem. Nem sempre lutamos com força e com fé. Às vezes, a gente só deixa a vida nos levar, como se fosse um rio que leva pedaços de árvores e lixo.



O ser humano é egoísta demais. Se preocupa com a própria vida e finge que se importa com os outros. Então eu questiono: será que eu me importo? Será que você se importa? Até onde você é capaz de ir? Que sacrifícios você é capaz de fazer? Você consegue, por algum momento, deixar de lado sua vida para se preocupar com a do outro? Pequenas doses de egoísmo são bem-vindas e essenciais para a sobrevivência. Mas não dá pra se embriagar: tudo que é demais faz mal.



Clarissa Corrêa


Momento de mudanças...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014



“Pelo menos uma vez na vida experimente ir além da neblina. Passe por entre as árvores e sinta o cheiro de frescor no orvalho, sinta a brisa de uma manhã nublada de domingo. Permita-se ir além daquela parada de ônibus e observar as construções à sua volta, mastigar suas características, e mesmo que não faça ideia a que ano elas pertençam apenas admire. Pelo menos uma vez permita-se acreditar no sonho impossível de acordar às 4:30 e ir rumo a praia, mesmo que sozinha, para ver o sol nascer. Contemple. Permita-se sentir dó de um bichinho abandonado a ponto de ter coragem e leva-lo para casa e lhe oferecer um amor e cuidado incondicional, daqueles que não existe por humanos. Aliás, permita-se amar alguém incondicionalmente, sua mãe, seu pai, irmão, avó, namorado, seja lá quem for, permita-se amar acima de qualquer coisa, acima da desconfiança, da dor, da mágoa, das lágrimas. Talvez só assim, quando você se permitir fazer as coisas mais simples que parecem tão difíceis, talvez, você poderá dizer que viveu.”


Identidade Poética